Lixo eletrônico ainda é assunto desconhecido para 33% dos brasileiros
CDL Goiânia promove ação de conscientização sobre a importância da destinação correta desses equipamentos
Pensando na sustentabilidade e na preservação do meio ambiente, a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) Goiânia, em parceria com a empresa Desctec e o Sicoob, começa a implementar a partir desta segunda-feira, 21, um projeto voltado para o descarte e reciclagem de resíduos eletrônicos. A atividade faz parte das ações da CDL Verde e CDL do Bem. Ao todo serão distribuídos containers em mais de oito pontos da Região Metropolitana da capital para a coleta dos materiais (Veja os endereços abaixo). O valor arrecadado com a venda dos recicláveis será revertido em cestas básicas que serão doadas à ADFEGO (Associação dos Deficientes Físicos do Estado de Goiás).
A importância da discussão sobre o assunto entre as entidades e sociedade civil é apresentada em dados que mostram o desconhecimento da população e a falta de orientação sobre a pauta. Apesar da maior parte dos brasileiros (87%) já terem ouvido falar em lixo eletrônico, 33% deles ainda entendem que esse lixo é algo limitado ao digital, como spam ou arquivos. As informações são de um levantamento realizado pela Radar Pesquisas.
Como o descarte incorreto afeta a saúde e o meio ambiente?
O impacto causado pela falta de planejamento no descarte do lixo eletrônico acontece devido aos metais pesados presentes nos objetos e a alta quantidade deles depositados no meio ambiente. Anualmente mais de 53 milhões de toneladas desses equipamentos são jogados fora. Os dados do The Global E-waste Monitor 2020 ainda mostram que o número de dispositivos aumenta, em média, 4% ao ano.

Para a natureza o ônus é a contaminação das águas, do solo e de toda fauna e flora. Para o ser humano, a presença de problemas de saúde, como danos ao DNA, alterações nos pulmões e na tireóide, além do aumento do risco de doenças graves, como o câncer.
Logística reversa é o caminho
A falta de adesão de empresas, fábricas e também dos consumidores à logística reversa ainda é um gargalo que impede a destinação correta de lixos considerados prejudiciais. É válido lembrar que esse assunto faz parte da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) – uma lei que orienta sobre a forma como as empresas e setores públicos devem lidar com os resíduos e que também exige transparência com o gerenciamento do lixo.
Como a logística reversa funciona na prática?
De forma simplificada, todas as embalagens e materiais gerados após o consumo são direcionados para a reciclagem ou para outros fins, como a produção de energia. Em vez do descarte ir para um aterro sanitário ou um lixão, ele é enviado às cooperativas de reciclagem que fazem uma triagem do conteúdo e, posteriormente, dão o fim adequado a eles. Levando em consideração a PNRS, o lixo produzido pelo setor produtivo também pode ser reaproveitado dentro do ciclo das próprias empresas.
Entenda quais são os objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos
- a proteção da saúde pública e da qualidade ambiental;
- não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos;
- estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços;
- adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas como forma de minimizar impactos ambientais;
- redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos;
- incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de matérias-primas e insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados;
- gestão integrada de resíduos sólidos;
- cooperação técnica e financeira entre o poder público e o setor empresarial para a gestão integrada de resíduos sólidos;
- capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos;
- regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos;
- prioridade, nas aquisições e contratações governamentais, para produtos reciclados e recicláveis, bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões de consumo social e ambientalmente sustentáveis;
- integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
- estímulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do produto;
- incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos, incluídos a recuperação e o aproveitamento energético;
- estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável.
Diferenças entre os tipos de lixos
Linha branca: inclui refrigeradores e congeladores, fogões, lavadouras, lavadoura de roupas ou louça. secadoras e ares-condicionados;
Linha azul: ferros, furadeiras, liquidificadores, batedeiras, aspiradores de pó, secadores de cabelo, cafeteiras e espremedores de frutas;
Linha marrom: Monitores de TV, sejam eles de tubo, plasma, LED ou LCD, equipamentos de áudio e vídeo, além de aparelhos de DVD ou VHS;
Linha verde: Computadores, acessórios de informática, notebooks, celulares e tablets.
Quer saber onde descartar o seu lixo eletrônico?
- CDL Goiânia – Rua, 8, 624 – St. Oeste, Goiânia – GO.
- Sicoob Lojicred Sede – Rua 1, n° 144, Setor Central, Goiânia – GO.
- Fujioka – Av. Assis Chateaubriand, 500 – St. Oeste, Goiânia – GO.
- Fujioka – Av. T-9, 3267 – QD 267 LT 04 – Jardim América, Goiânia – GO.
- GoiásFomento – Av. Goiás, Nº 91 – St. Central, Goiânia – GO.
- Flávio’s Calçados – Av. 24 de Outubro, 1383 – St. Campinas, Goiânia – GO.
- Óticas Brasil – R. 9, 2106 – St. Marista, Goiânia – GO.
- Novo Mundo – Av. da Igualdade, 117 – St. Garavelo, Aparecida de Goiânia – GO.